Gestão do erro

09/03/2015

O sucesso não acontece em função dos acertos, mas pela ausência dos erros; o erro impede o acerto e o acerto não evita o erro. Não errar é mais lucrativo!

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Nem tudo que parece é aquilo que concluímos ser! Razão de muitos erros, na tentativa de acertar; quando o acerto deixa de ser o resultado e passa a ser a própria ação. Comumente acreditamos fielmente em algo, tomamos decisões importantes em função disso, na certeza que é o melhor para o processo de gestão; porém com passar do tempo o resultado não é o esperado. É bastante comum tomar decisão com base no “achismo” – acreditar na própria razão – e ignorar o verdadeiro cenário atual, criando ilusão e depois soluções e ações erradas, por tratar de falsa realidade. O erro sempre existirá, porém para ser eliminado, reparado e jamais ignorado. As empresas que planejam apenas com base na experiência e no hall de seus diretores, afastam-se da sua própria realidade e das necessidades atuais e reais do consumidor. Todo esse cenário de erros inconscientes é tendencioso, pois “todos” querem acertar, porém “ninguém” quer mudar por ser mais fácil justificar.     

 

Concluir a ação mercadológica com base em conhecimentos pessoais, nas aparências e/ou no que se ouve aleatoriamente é precipitar o erro; pois nem tudo que parece é aquilo que concluímos ser. Estando à frente do negócio, a obrigação de tomar decisões poderá ser imediata, porém uma decisão errada pode ser fatal, assim sendo o melhor é não decidir quando houver dúvida e falta de informação. Só existe uma forma para aumentar a certeza: pesquisando.

 

Para manter o negócio na curva da maturidade, é necessário adequar às necessidades e atender as exigências do consumidor, acompanhar as mudanças mercadológicas, e, com velocidade, se preciso criar novas ações; nesse contexto vence a empresa mais rápida e não a melhor. Razão de muitos erros na tentativa de acertar – quando o acerto deixa de ser o resultado e passa a ser a própria ação. Eliminar erros demanda tempo e habilidade, algumas empresas desistem e preferem continuar tentando invés de enfrentar e acertar.   

 

Em todo processo sempre haverá três etapas – primeira: avaliação, pesquisa, planejamento, preparação; segunda: processo de execução, adequação; terceira: resultado. É importante entender que a última etapa é o resultado, ou seja não há acesso a ela no curso do processo e não haverá modificação depois; o resultado é usado como feedback do processo, para a adequação de novas ações. A pesquisa subsidia a tomada de decisão consciente no planejamento; no entanto, evitar o erro na execução é garantia de resultado assertivo.

 

Poucos aceitam os erros e querem mudar, porém independente de vontades e vaidades o erro deve ser eliminado a qualquer custo, ao contrário eliminará o próprio negócio. Todo problema/erro é imperceptível no começo, pode ser considerado como a pequena pedra de tropeço; pois mesmo de forma oculta já proporciona resultados negativos. O erro oculto com o passar do tempo cresce naturalmente e como câncer vai contaminando e dominando as demais áreas.      

 

Quando o objetivo é for o acerto, e o processo de execução estiver focado em acertar, ganhar, conquistar; o erro poderá estar intrinsecamente maquiado e gerando problemas. Não cabe a criação de nova ação estratégica num cenário ultrapassado, com erros comportamentais, de logística, comunicação etc. É necessário desaprender, limpar o velho e introduzir o novo, para ter certeza e acreditar fielmente na execução do planejado, sem temer resultados.

 

É bastante comum tomar decisão com base no “achismo” – acreditar na própria razão – e ignorar o verdadeiro cenário atual, criando ilusão e depois soluções e ações erradas, por tratar de falsa realidade. Cenário bastante complexo – diferenciar os fatos mercadológicos reais da falsa realidade obtida pela impressão pessoal do comportamento do consumidor. Para ter certeza do que o consumidor está pensando e de como as coisas estão acontecendo no mercado, tendências etc., é necessário pesquisar de forma correta para precisar um diagnóstico e ter certeza de algo.  

 

Muitas empresas planejam apenas com base na experiência e no hall de seus diretores e, com isso, afastando sua própria realidade das necessidades atuais do consumidor. O conhecimento e as experiências de ontem, àqueles que geraram grandes resultados e lucros, podem não mais servir para subsidiar a decisão de hoje. Tudo muda o tempo todo, o mercado é mutante e se transforma rapidamente com as novas tendências e o comportamento do consumidor. O colaborador que proporciona resultados excelentes, por estar motivado e feliz com sua família, poderá alterar o comportamento e resultados logo que o motivo acabar; igual ao cliente de hoje que deixa de comprar por motivos diversos.

 

O cenário de erros inconscientes impede o acerto. Por isso o melhor é não errar, pois não havendo o erro, o acerto será consequência. Ao contrário, errar juntamente com a tentativa de acertar, mesmo que em menor proporção, a tendência é que o erro predomine e gere resultado insatisfatório. Os erros e as falhas podem ser comparados às pequenas pedras de tropeço, as que não vemos e podem nos machucar ou até derrubar. Não tema o erro, ele sempre existirá, porém para ser eliminado; apague e escreva novamente, não passe por cima! O acerto é uma consequência da ausência de erro, como: o frio é a ausência do calor e a escuridão a ausência de luz. O indicado é sair da zona de conforto, decidir com consciência, enfrentar a realidade, mudar se preciso e evitar que o erro se repita. Utilize de forma profissional processos de gestão, avaliação, pesquisa e planejamento. Erro justificado permanece e se agrava!

  

Por Paulo Eduardo Dubiel

Executivo em Gestão de Marketing & Negócios, Esp. - www.peds.com.br 

 

Revisão Adriana Dubiel